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Polícia israelita em alerta para o pedido de reconhecimento palestiniano na ONU

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Polícia israelita em alerta para o pedido de reconhecimento palestiniano na ONU

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Na Cisjordânia ocupada, a polícia israelita elevou o nível de alerta para fazer face à eventualidade de manifestações violentas por ocasião do discurso do presidente da Autoridade Palestiniana na Assembleia Geral da ONU.

Para além de uma mobilização maciça, as autoridades restringiram o acesso à esplanada das Mesquitas em Jerusalém.

Apesar do veto garantido dos Estados Unidos no Conselho de Segurança, Mahmud Abbas apresenta hoje ao secretário-geral das Nações Unidas o pedido de adesão da Palestina à organização, que equivaleria a um reconhecimento como Estado.

Em Ramallah, esta mulher afirma que “o povo palestiniano quer ter um Estado, como qualquer outro povo. Está no seu direito, a autodeterminação. Todos sabem que Israel é a ‘criança mimada’ dos Estados Unidos, que pode fazer aquilo que quer”.

Apesar dos palestinianos defenderem a uma voz o reconhecimento como Estado, nem todos acreditam que é o momento adequado.

Este homem diz que “ainda não há uma reconciliação nacional” e pergunta “ como é que [os palestinianos] podem ter negociações, ou recorrer às Nações Unidas, quando ainda não se organizaram”.

Desacordos à parte, tanto a Cisjordânia, nas mãos da Fatah, como a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, estarão de olhos postos na resposta da diplomacia internacional ao discurso de Abbas.