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Sarkozy: houve fuga de informação no caso Karachi

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Sarkozy: houve fuga de informação no caso Karachi

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O escândalo “Karachi” está ensombrar aspirações políticas de Nicolas Sarkozy.

Em causa está um atentado no Paquistão em 2002, alegadamente, fruto de um negócio mal resolvido entre Paris e Islamabad. Sarkozy era, então, ministro do Orçamento.

Dois amigos do presidente francês foram, entretanto, acusados de envolvimento no financiamento ilegal da campanha de Edouard Balladur para as presidenciais em 1995. É o caso de Thierry Gaubert.

O Eliseu sabe que o nome de Sarkozy nunca foi referido durante o interrogatório, o que implica uma fuga de informação.

“Estamos perante a ingerência total do poder executivo ao mais alto nível. Estamos a falar de um conselheiro de Nicolas Sarkozy e de um ministro do Interior. Ele viola de forma incontestável as regras do direito penal e coloca entraves ao trabalho do juiz de instrução” afirma o advogado Olivier Morice.

Gaubert foi apanhado pelos investigadores num conversa telefónica comprometedora com Brice Hortefeux, ex-ministro do Interior e amigo do Presidente.

Decisivo para a investigação foi também o depoimento de duas mulheres: Helena da Jugoslávia, na altura casada com Gaubert e Nicola Johnson, divorciada de um intermediário franco libanês.

Ambas afirmaram ter visto malas cheias de dinheiro para a campanha de Balladur e atestaram a existência de contas secretas na Suíça com o mesmo fim.

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, desmente ter tido conhecimento dos alegados financiamentos ilegais e diz que tudo não passa de uma maquinação política.