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Ministro finlandês Alex Stubb insiste em "novo modelo" para ajudar Grécia

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Ministro finlandês Alex Stubb insiste em "novo modelo" para ajudar Grécia

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A Zona Euro enfrenta uma semana crucial com os parlamentos da Alemanha e da Finlândia a votarem a extensão do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Estes estados-membros têm sido dos mais duros na exigência de austeridade por parte dos países da União altamente endividados.

No último Conselho da União Europeia, a 21 de Julho, Bruxelas reafirmou a vontade de expandir os mecanismos de resgate. O FEEF poderá passar dos actuais 440 mil milhões de euros para 2 biliões.

No quadro de um segundo plano de ajuda, a Grécia deverá receber mais 109 mil milhões de euros. Mas os atrasos nas reformas já colocam em risco a sexta tranche do primeiro empréstimo.

Independentemente dos esforço da Grécia, a agenda política interna de países como a Finlândia cria mais pressão sobre a Zona Euro e deixa os mercados nervosos. Apesar das acusações de falta de solidariedade dentro da própria União, o governo de Helsínquia admite ficar fora do segundo pacote de apoio se não obtiver de Atenas algum tipo de garantia.

“Há actualmente um certo sentimento de injustiça”

O correspondente da Euronews em Bruxelas, Paul Hackett, entrevistou o ministro dos Assuntos Europeus da Finlândia, Alex Stubb, que está confiante na passagem da legislação no Parlamento de Helsínquia. Contudo, Stubb admite que um certo sentimento de injustiça atravessa o seu país.

“Há actualmente um certo sentimento de injustiça e foi por isso que a Finlândia tomou posições duras nas últimas semanas, ou mesmo meses. É um sentimento que parte do facto de o euro estar ligado a um conjunto de regras a que chamámos Pacto de Estabilidade. De acordo com ele, basicamente contribui-se quando se está numa boa situação e gasta-se o dinheiro quando se está numa má situaçao. Muitos estados-membros não cumpriram a sua parte, o que gera o sentimento de frustração que está patente na posição de alguma intransigência da Finlândia”, explicou.

Sobre a exigência de garantias colaterais para novo empréstimo à Grécia, o governante disse que se trata apenas de um parte do pacote e que o acordo que está agora em cima da mesa “é satisfatório, tanto para a Finlândia como para todos os outros estados-membros”. “Na primeira fase dissémos que queríamos colateriais, na segunda fizémos um acordo bilateral com os gregos e, na terceira, depois de isso ter falhado, tentámos encontrar um modelo que englobasse todos e penso que já temos esse modelo”, acrescentou.

Finalmente sobre o veto, na semana passada, a uma decisão que permitiria à Bulgária e à Roménia aderir ao espaço Schengen – de livre circulação de pessoas e bens -, o ministro volta a afirmar a necessidade de serem cumpridas as regras existentes e recusa a ideia de sucumbir a pressões de extrema-direita.

“São pressões de partidos de extrema-direita e de extrema-esquerda, ambos populistas. Para ser conciso, posso dizer que toda discussão europeia está a ser efectada pelas questões nacionais. Na Finlândia, Suécia, França, Reino Unido, Holanda, Bélgica. Eu diria que nós, no norte, somos protestantes europeus convictos. O que é que isso significa? Que somos extremamente pró-europeus. Acreditamos na União Europeia e no que nos trouxe. Mas a frustração advem do facto de existirem regras, de se dar a palavra de honra sobre algo, mas depois alguns estados-membros não cumprirem. Se há regras para aderir a Schengen, no que respeita a questões de corrupção e do estado de direito, é preciso cumpri-las antes de aderir a Schengen”, afirmou Alexander Stubb.