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Durão Barroso apela à união para defesa do euro

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Durão Barroso apela à união para defesa do euro

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Os mesmos protagonistas e o mesmo palco de há um ano. Estes o primeiro debate sobre o estado da União Europeia.

A situação era mais fácil do que a atual. Mas já então, Durão Barroso era considerado pouco agressivo face aos problemas . Embora tenha sublinhado que as perspetivas económicas eram boas, muitos o acusavam de não ser capaz de ir para além das palavras e de insuflar um pouco de esperança.

Um ano depois, a UE é considerada o epicentro de um terramoto financeiro à escala planetária.

O problema grego e as crescentes dúvidas sobre o euro evidenciam grande falta de coordenação entre os Estados-Membros.

Segundo Durão Barroso, a UE enfrenta a prova mais importante da sua existência.

Mas, que fazer para sair airosamente? A euronews falou com o presidente da Comissão Europeia depois da publicação deste segundo estado da União. Durão Barroso fala, pela primeira vez em português numa entrevista à euronews, sobre possíveis soluções, como os controversos eurobonds:

“- Os eurobonds ou as euro obrigações não são uma solução mágica. Eu penso que só se podem ser postos em prática quando houver um grau de confiança, de integração e de disciplina suficiente. Porque agora, os países que têm uma dívida menor não vão aceitar o risco dos eurobonds com países que não têm disciplina nas suas contas públicas.”

Tal como as famílias europeias, que apertam o cinto nestes tempos difíceis, os governos devem fazer o mesmo: ajustar os orçamentos e chegar ao fim de mês. Para Durão Barroso, a disciplina é a regra de ouro para o sucesso:

“- Hoje mesmo, foi aprovada uma legislação muito importante que apresentámos há um ano que, na altura era muito difícil. mas mesmo assim, aprovámos o reforço do Pacto de Estabilidade e Crescimento, o que dá mais autoridade à Comissão para impor as regras e a disciplina comum na zona euro e na UE em geral”.

O presidente da Comissão Europeia ssegura que é necessária uma maior integração económica mas também política para solucionar os problemas que enfrenta a Europa. E apela a todos que se unam em defesa do euro:

D.B. – “ Não é a comissão sozinha A comissão sóla não pode resolver o problema. Precisamos uma liderança conjunta, e preciso que os governos europeus defendam a Europa, e que expliquem aos cidadãos europeus o que teríamos a perder se houvesse uma crise mais profunda do euro.”