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Subsídios à indústria pesqueira espanhola sob fogo

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Subsídios à indústria pesqueira espanhola sob fogo

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Um relatório do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação acusa a indústria pesqueira espanhola de mau uso dos subsídios comunitários destinados a modernizar o sector. De acordo com o consórcio, foram entregues quase seis mil milhoes de euros desde 2000. Parte do dinheiro terá ido parar às mãos de armadores e pescadores que fazem capturas ilegais, algo que os eurodeputados verdes consideram inadmissível.

“Vivemos actualmente, na Europa, uma crise económica profunda, pelo que não podemos justificar que o dinheiro dos contribuintes seja gasto em algo que contradiz o bem comum”, refere a eurodeputada Isabella Lönvin.

A associação europeia dos empresários do sector garante que a maior frota da União cumpriu as decisões políticas.

“Estes subsídios destinam-se sobretudo ao desmantelamento da frota, por forma a diminuir a capacidade de exploração. Os números avançados não são verdadeiros. Quando a Espanha aderiu à União Europeia, em 1986, tinha 21 mil embarcações e agora só tem 11 mil. Reduzimos 47% da frota, o que significa também que foram extintos metade dos postos de trabalho na actividade pesqueira”, explica Javier Garat, presidente da Europêche.

Bruxelas considera que os subsídios são injustificados quando três quartos da espécies europeias estão ameaçadas.

“Estamos a sobreexplorar o mar, temos demasiados barcos para a quantidade de peixe disponível e isso nao é sustentável, seja do ponto de vista do consumidor, do ponto de vista ecológico ou mesmo para o próprio sector pesqueiro”, refere Oliver Drewes, porta-voz de Maria Damanaki, a comissária europeia para a Pesca e Assuntos Marítimos.

As frotas comuniárias capturam mais do dobro do peixe que deviam face à sustentabilidade dos ecossistemas. A nova Política de Pescas Comum deverá entrar em vigor em 2013.