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Brasil defende estímulo à economia em vez de aquisição de dívida soberana europeia

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Brasil defende estímulo à economia em vez de aquisição de dívida soberana europeia

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Dilma Rousseff protagonizou pela primeira vez uma cimeira União Europeia/Brasil, na qual foi assinado o Plano de Acção Conjunto, para vigorar entre 2012 e 2014, em 20 sectores de cooperaçao.

Mas a chefe de Estado brasileira discutiu também a crise financeira com os presidentes do Conselho e da Comissão Europeia. O Brasil quer contribuir para um novo modelo de governação económica, no quadro do G20, que discipline os mercados financeiros em vez de socorrer os bancos.

“É preciso ter claro que a ausência de regulação eficaz do sistema financeiro está na origem de todo esse processo. Estamos na segunda fase da crise. A política de socorro às instituições financeiras levou a um elevado endividamento público na grande maioria dos países desenvolvidos”, diagnosticou Dilma Rousseff.

A ajuda do Brasil não virá sob a forma de compra da dívida soberana europeia, mas de incentivos à economia real. Uma posição defendida pelo vice-presidente do Banco do Brasil, no fórum sobre oportunidades de comércio e investimento.

“Nós temos uma abordagem conservadora em relação à liquidez dos bancos, ao gerenciamento dessa liquidez, uma abordagem conservadora em relação ao capital. O Índice de Basileia no Brasil é superior ao Índice de Basileia global, porém em nenhum momento deixámos de apoiar os empresários, a actividade produtiva. Esse é o grande diferencial”, explicou à Euronews Ivan Monteiro, responsável pela área de capital, investimentos e relações externas do Banco do Brasil.

A cimeira fez também um ponto da situação das negociações para um futuro acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosur, que incui o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.