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Ecofin chega a acordo para controlar mercado de derivativos

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Ecofin chega a acordo para controlar mercado de derivativos

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Reunidos no Luxemburgo para discutir meios de resolver a crise grega e aprovar o pacote legislativo contra a escalada da dívida soberana, o Ecofin acabou por ter outra frente de sucesso. Os ministros das Finanças europeus querem um mecanismo de controlo do mercado de derivativos, algo contestado inicialmente pelo Reino Unido, que domina 80% destas transações, pouco transparantes e algo perigosas.

“Os derivativos são contratos financeiros usados, por exemplo, pelas empresas que se querem proteger das variações das taxas de câmbio ou das variações nos preços das matérias primas, tais como o petróleo. Sabemos que estes produtos são também usados pelos operadores financeiros para gerir operações mais arriscadas e que, alguma vezes, são usados para manipular o mercado”, admitiu o comissário europeu para o Mercado Interno, Michel Barnier.

Mais previsível foi a aprovação do chamado “six-pack”: as seis medidas que reforçam o Pacto de Estabilidade e Crescimento e que prevêm sanções em caso de défices descontrolados.

Mas a austeridade não parece ser o único remédio defendido, como explica a correspondente da Euronews, Margherita Sforza: “Na reunião do Ecofin a palavra de ordem continua a ser a consolidação das contas públicas, prioridade fundamental para evitar uma nova recessão. Mas depois de tanta austeridade, alguns países querem abrir o debate sobre outras estratégias para relançar o crescimento económico”.

A Espanha foi um dos defensores de estímulos à economia: “No geral parece-me que os países em melhor situação deveriam impulsionar a procura global. Mesmo sem indicar quais os países em causa, insisto que essa decisão deve ser tomada por cada um dos governos nacionais”, afirmou Helena Salgado, ministra das Finanças espanhola.

Já a Itália reafirmou a necessidade dos chamados eurobonds. “Não podemos ter crescimento económico baseado apenas na procura interna de bens de consumo ou apenas nas exportações porque é um modelo demasiado frágil. Precisamos de uma terceira via que é a despesa pública e é nisso que se baseia a ideia dos títulos de obrigações europeus”, disse Giulio Tremonti, governante italiano.

Os títulos de obrigações europeus e uma taxa sobre as transações financeiras foram duas das propostas apresentadas pelo presidente da Comissão Europeia no seu discurso sobre o estado da União. Temas que devem marcar a cimeira dos chefes de Estado e de Governo a 17 e 18 de outubro.