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Estudante americana libertada em Itália

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Estudante americana libertada em Itália

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A estudante americana, Amanda Knox, foi libertada na noite de segunda-feira. Mas esteve presa durante quatro anos, por um crime que, segundo o tribunal, não cometeu.

Um tribunal de primeira instância de Perouse, no centro de Itália, condenou-a a 26 anos de prisão, por ter participado no homicídio de uma colega inglesa, Meredith Kercher, com quem dividia uma casa.

Com Amanda, foi também condenado a 25 anos de prisão o seu então namorado, Raffaelle Sollecito.

Quatro anos depois, o tribunal de recurso refutou a tese da acusação e ilibou os dois jovens.

A decisão do tribunal foi recebida com emoção.

Mas na prisão está ainda um terceiro envolvido, Rudy Guede, condenado, em primeira instância a 30 anos de prisão. No recurso, beneficiou de uma comutação para 16.

Amanda e o ex-namorado sempre reclamaram inocência e negaram qualquer envolvimento na tragédia.

O Ministério Público já anunciou que vai recorrer desta decisão, que iliba os dois estudantes.

A família de Amanda assistiu a esta última sessão. No final, a irmã agradeceu ao tribunal:

“Estamos gratos, porque se acabou o pesadelo de Amanda. Sofreu durante quatro anos, por um crime que não cometeu. Estamos gratos pelo apoio que recebemos do mundo inteiro”.

À porta do tribunal, a decisão dos magistrados foi criticada, com gritos de “vergonha..”.

A investigação concluiu que os quatro jovens se envolveram num jogo sexual que acabou mal.

Meredith Kercher foi degolada, com uma faca doméstica.