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Eurogrupo: aumentar a dotação do fundo de resgate é "especulação"

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Eurogrupo: aumentar a dotação do fundo de resgate é "especulação"

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Uma utilização mais eficaz do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) é um dos temas cruciais da reunião do Eurogrupo. Os ministros das Finanças da Zona Euro analisam como melhorar no terreno a aplicação do fundo, com base na decisão tomada na cimeira de 21 de julho. Todos os minutos contam quando a Grécia corre o risco de cair na bancarrota no final de outubro.

“Penso que a cada dia que passa estamos a dar sinais negativos, perdemos tempo e dinheiro. Espero que face aos esforços feitos pela Grécia, consigamos nos próximos dias confirmar a decisão de entregar a próxima tranche de ajuda e confirmar que todos os parlamentos nacionais fizeram o seu trabalho”, defendeu o ministro das Finanças da Bélgica, Didier Reynders.

Para a Finlândia, eficácia é trabalhar com os actuais 440 milhoes de euros, nem mais um cêntimo: “Não, não queremos aumentar a capacidade do FEEF”, disse perentoriamente a titular das Finanças, Jutta Urpilainen.

Algumas vozes gostariam que a capacidade do fundo chegasse aos dois biliões de euros, mas a Alemanha também considera esses rumores prematuros.

“Sobre o fundo de resgate, disse na passada quinta-feira, no parlamento alemão, que apenas 10% dos fundos foram efetados aos pacotes de ajuda a Portugal e à Grécia. Logo, esse tipo de especulação não faz nenhum sentido neste momento”, explicitou o governante alemão, Wolfgang Schauble.

Em sentido contrário, um analista do think tank Madariaga-College of Europe Foundation, defende que uma maior dotação acalmaria os mercados.

“Precisamos de fazer uma alavancagem, que permita amplificar a eficácia destes 440 mil milhões de euros, mas seria um grave erro se isso coubesse apenas ao Banco Central Europeu. Tal também permitira que os políticos escapassem ao que é realmente necessário, isto é, transformar esta união monetária numa união económica com recursos fiscais que pusessem fim à desconfiança dos mercados”, afirmou Pierre Defraigne à Euronews.