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Manifestações contra austeridade degeneram em violência em Atenas

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Manifestações contra austeridade degeneram em violência em Atenas

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O descontentamento social degenerou em violência nas ruas de Atenas. As manifestações contra as medidas de austeridade na capital grega – que coincidiram com uma nova jornada de greve nacional – decorreram de forma pacífica mas, uma vez terminadas, deram lugar a confrontos.

Os episódios violentos foram protagonizados essencialmente por grupos de jovens, que lançaram pedras e garrafas contra as autoridades. As forças antimotim responderam com gás lacrimogéneo e efetuaram várias detenções.

Segundo fontes hospitalares, há registo de pelo menos três feridos, dois manifestantes e um fotógrafo, atingido pelo escudo de um polícia.

Os confrontos estiveram, no entanto, longe das cenas de batalha campal registadas no mês de Junho, que fizeram uma centena de feridos.

Vários grupos de pessoas tentaram forçar o acesso ao Parlamento e ao ministério da Economia.

Antes dos episódios de violência, cerca de 20 mil gregos desfilaram pacificamente nas ruas de Atenas, enquanto outros 10 mil faziam o mesmo em Salónica, segunda cidade do país.

Um manifestante diz que “desde a implementação do plano de austeridade, os funcionários públicos perderam parte dos salários. Esta é uma oportunidade para os gregos lutarem e contrariarem a lógica de baixar a cabeça para salvar o país e mostrar patriotismo. Os trabalhadores acreditam que patriotismo é responder com ações”.

A greve desta quarta-feira afetou administrações, escolas e transportes públicos, levando também à anulação de centenas de voos em Atenas.

A próxima paralisação está prevista para 19 de Outubro e deverá contar também com os trabalhadores do setor privado.