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Rússia e China dão vitória política a Bashar al-Assad

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Rússia e China dão vitória política a Bashar al-Assad

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Rússia e China vetaram, terça-feira, um projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU que condenava a violência na Síria e propunha sanções contra o regime de Bashar al-Assad.

O governo de Damasco afirmou que foi “um dia histórico”.

O projeto foi apresentado por Portugal, Alemanha, Reino Unido e França.

Brasil, África do Sul, Líbano e Índia abstiveram-se na votação da resolução que dava 30 dias ao governo sírio para cumprir as exigências apresentadas. Caso não cumprisse, seriam tomadas medidas contra o regime.

O veto russo e chinês provocou a indignação e a revolta de vários países.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle afirmou que “este é um dia verdadeiramente triste para a lei internacional e para os Direitos Humanos pois as Nações Unidas não conseguiram aprovar uma resolução para condenar a repressão na Síria.”

A Turquia considerou “lamentável” o veto na ONU. Recep Tayyip Erdogan adiantou que isso não vai impedir que Ancara sancione o regime de Damasco, que reprime através da violência o movimento de contestação, que tem organizado manifestações desde 15 de março.

Estima-se que mais de 7 mil sírios tenham procurado refúgio na Turquia.