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Nobel da Paz para três mulheres

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Nobel da Paz para três mulheres

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O prémio Nobel da Paz 2011 foi atribuído às liberianas Ellen Johnson-Sirleaf e Leymah Gbowee e à iemenita Tawakkul Karman. De acordo com o presidente do Comité Nobel Norueguês, Thorbjoern Jagland, a escolha recaiu sobre três personalidades que se distinguiram “na defesa da segurança das mulheres e na luta pelo seu direito a participarem na construção da paz.”

Ellen Johnson-Sirleaf foi a primeira chefe de Estado eleita livremente num país africano. Atualmente encontra-se em plena corrida eleitoral para um segundo mandato, o que suscitou algumas críticas na Libéria. O Comité Nobel refutou qualquer tentativa de ingerência nos assuntos internos do país. A galardoada considerou o Nobel “um prémio para o povo liberiano.”

Em 2006, numa entrevista à euronews, Ellen Johnson-Sirleaf declarou que “as mulheres deveriam sentir-se melhor posicionadas” na sociedade, devido à sua própria posição.

O sucesso político Ellen Johnson-Sirleaf deveu-se em grande parte ao trabalho de terreno levado a cabo pela segunda laureada com o Nobel da Paz. Leymah Gbowee esteve na origem de uma “greve do sexo” das mulheres liberianas que contribuiu para pôr fim à segunda guerra civil em 2003. Para a galardoada, este prémio vem recordar ao mundo “o papel das mulheres, as suas necessidades e as suas prioridades.”

Por fim, a terceira premiada é uma figura da Primavera Árabe. A jornalista iemenita Tawakkul Karman considera que “este prémio é uma prova da revolução pacífica no Iémen. A revolução conseguiu ganhar o respeito da comunidade internacional e – sublinhou – agora espero que o mundo nos garanta um apoio total.”

Karman dedicou o Prémio Nobel da Paz ao povo iemenita que continua a lutar nas ruas do país para pôr fim ao regime de Ali Abdadallah Saleh que dura há três décadas.