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Julgamento de Timochenko tem profundas implicações políticas

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Julgamento de Timochenko tem profundas implicações políticas

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O julgamento da antiga primeira-ministra, Iulia Timochenko transformou-se num espetáculo mediático dentro e fora da Ucrânia.

Acusada de abuso de poder a líder da oposição foi presa no dia 5 de agosto e desde então aguarda do julgamento na cadeia mas não se dá como culpada.

Diante do tribunal onde esta terça feira será lida a sentença os partidários de Timocheko mantêm-se firmes e demonstrativos do apoio que estão dispostos a dar.

“Receamos por ela e é por isso que estamos aqui esperamos que nada aconteça. No final de contas teremos o tribunal europeu e a arbitragem da Europa, mas mesmo assim estamos com receio”.

A acusação por parte do Estado exigiu sete anos de cadeia por abuso de poder aquando da assinatura, em 2009 ,de acordos com a Rússia sobre o fornecimento de gás à Ucrânia, tidos pelo atual governo, como desvantajosos para o país.

Representante de grupo de defesa da Ucrânia este homem diz que “houve uma altura em que Moscovo tentou aumentar o preço do gás mas era o primeiro-ministro que não devia ter cedido a essa pressão, ela devia ter tido em atenção os interesses do país e não ceder as esses acordos”.

Mas para os analistas, na fronteira oriental da União Europeia trava-se outra batalha.

“Como o governo russo disse quanto mais depressa ela for posta na cadeia tanto melhor e mas não usem o pretexto do preço do gás porque isso não serve os interesses da Rússia”

São 50 milhões de habitantes que poderão ficar sob controlo da Rússia, ou na esfera de influência da UE, facto que irá determinar o destino dos outros pequenos Estados da Europa oriental – Moldávia, Bielorrússia, ou ainda Geórgia.

É o que sublinha o correspondente da euronews em Kiev, Sérgio Cantone.

“O julgamento poderá influenciar o futuro da Ucrânia se for contra Timochenko poderá afastar ainda mais o país da União Europeia”.