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Ascensão e queda da heroína da Revolução Laranja na Ucrânia

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Ascensão e queda da heroína da Revolução Laranja na Ucrânia

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Timoshenko, a heroína da Revolução Laranja, com Youchenko, foi condenada a sete anos de prisão por abuso de poder.

É conhecida pela imagem ultra-feminina com um brilho tradicionalista numa dama de ferro.

Yulia Timoshenko tem nervos de aço e não é do género a deixar submeter-se.

Carismática, controversa, suscita paixões, não deixa ninguém indiferente.É que o passado desta mulher de negócios e política está cheio de sombras.

Já em 2001, passou um mês na prisão por causa de um caso que envolvia o pagamento do gás russo.

À frente do monopólio da importação do gás da Rússia foi processada por contrabando.

Timoshenko esteve nos bastidores do poder até à independência, em 1991, mas tornou-se uma estrela na Revolução Laranja. Quando passou para a Oposição, no fim de 2004, aliou-se a Viktor Yushenko à frente da revoução pacífica que deu origem à validação das fraudes na vitória de de Viktor Yanukovich, o sucessor designado do então presidente Leonid Kuchma.

Quando foi eleito presidente, Viktor Yushenko nomeou Timoshenko primeira-ministra, cargo que manteve oito meses, até setembro de 2005. Durante dois anos os dois líderes degaladiam-se com acusações mútuas de corrupção. Em 2007, ela reocupa o lugar de chefe do executivo.

Em finais de 2008, Timoshenko viu-se confrontada com a crise com a Rússia por causa do gás. Engenheira e economista, habituada a sobreviver num universo masculino, negoceia com Vladimir Putin e assina, em janeiro de 2009, os acordos do gás que terminam o contencioso entre Kiev e Moscovo, que perturbaram com gravidade o fornecimento de gá russo à União Europeia.