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Bruxelas diz-se desiludida com a sentença de Timochenko

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Bruxelas diz-se desiludida com a sentença de Timochenko

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Sete anos de prisão para a ex-primeira ministra e líder da oposição ucraniana, dada como culpada pelo crime de abuso de poder.

O juiz Tribunal Petcherski, Rodion Kireev, deu por provado que Iulia Timochenko excedeu as competências e prejudicou a Ucrânia em cerca de 150 milhões de euros, parte do veredicto obriga-a agora a pagar uma multa de 190 milhões de euros.

No meio da leitura da sentença a acusada levantou-se para denunciar a “ farsa deste tribunal” e declarar que o país regressou a 1937 época das purgas políticas.

Desafiando o tribunal dirigiu-se às câmaras para pedir ao povo de agir a favor da liberdade e da democracia e contra o regime autoritário.

Disse não ter medo e de se manter em luta para defender o seu nome e honestidade.

As reações dos seus apoiantes foram imediatas no exterior do tribunal assim como por parte da comunidade internacional.

União Europeia ja tinha alertado a Ucrânia para o facto do relacionamento diplomático entre Bruxelas e Kiev poder ficar seriamente afetado caso o desfecho do julgamento da Yulia Timoschenko não fosse justo.

Depois da sentença, esta manhã, Bruxelas disse estar “profundamente desiludida” com Kiev.

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