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"The Network": A cura da austeridade está a matar o doente?

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"The Network": A cura da austeridade está a matar o doente?

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A revolta cresce nas ruas da Grécia à medida que se intensificam os impostos e os cortes na despesa. Muitos interpretam a austeridade imposta pela “troika” como um prelúdio do agravamento da recessão e mesmo assim o Governo está obrigado a cortar mais nas pensões e nos salários para conseguir receber a sexta tranche de ajuda financeira, no valor de 8 mil milhões de euros.

Sem isso, o país entra na bancarrota, o que para alguns pode despoletar uma tragédia financeira global. Ao mesmo tempo, a chanceler alemã foi castigada nas últimas eleições regionais, pelo apoio dado aos novos planos de resgate. A Finlândia exige novas garantias para futuros empréstimos à Grécia ou a outros países.

Com o intuito de contornar este cenário, a União Europeia preconiza, em nome da responsabilidade fiscal, seis medidas que incluem emendas, sanções e a emissão de euro obrigações. Alguns dizem que a União tardou muito em dar um passo rumo à governação económica. Outros temem que este seja o início de um super Estado e preferem que a Grécia caia.

Nesta edição do “The Network”: a eurodeputada socialista grega Maria Eleni Koppa, que integra o Comité de Negócios Estrangeiros e cujo partido conduz as reformas implementadas em Atenas.

Alex Stubb também participa no programa. O ministro finlandês dos Negócios Estrangeiros diz que não é a União Europeia que está a forçar a Grécia a fazer reformas estruturais, mas sim os mercados.

Destaque ainda para Carsten Brzeski, economista no ING, que diz que o recuo do Banco Central Europeu sobre a compra de obrigações mostra até que ponto a instituição está reticente a intervir em larga escala.