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Nova Zelândia: Voluntários mobilizam-se contra tragédia ambiental

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Nova Zelândia: Voluntários mobilizam-se contra tragédia ambiental

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A Nova Zelândia mobiliza-se contra a pior catástrofe ambiental do país, nas últimas décadas. Mais de quatro mil voluntários estão inscritos e começaram a ser treinados para participarem nas operações de limpeza na Baía de Plenty, lado a lado com agentes da proteção civil neozelandeses e australianos.

“Se o vento virar em direção ao mar vai levar a poluição de volta. Nos últimos dias encontrámos praias com petróleo mas no dia seguinte estavam limpas, porque as correntes tinham levado o petróleo para outras praias. De uma forma geral a cada maré-baixa encontramos petróleo e temos uma oportunidade para o recolher” – explica Todd Graham, da Autoridade de Segurança Marítima australiana.

“Já chegaram às praias cerca de 350 toneladas de petróleo. As maiores placas já foram removidas mas ainda há muitos resíduos para recolher, uma tarefa difícil para os voluntários que têm muito trabalho pela frente” – conta-nos a correspondente da euronews, Cécile Skovron-Mathy.

A atividade turística é uma das fontes de riqueza da Baía de Plenty. Os profissionais deste paraíso de surfistas e de pescadores de alto-mar receiam pelo seu futuro. É o caso de Russel Ensor, Patrão de Costa da Blue Ocean Charters: “Não esperamos ninguém nos próximos dias. As saídas em alto-mar estão todas as ser canceladas. Os únicos telefonemas que recebemos são de pessoas que desejam cancelar as pescarias, por isso não temos alternativa: se ficarmos aqui é a bancarrota por isso temos de ir embora.

O cargueiro Rena, de pavilhão liberiano, que está na origem desta catástrofe, encontra-se numa situação demasiado instável para se dar início às operações de bombagem das 1346 toneladas de combustível que ainda se encontram a bordo.