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Radicais transformam manifestação dos "indignados" em cenário de guerrilha urbana

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Radicais transformam manifestação dos "indignados" em cenário de guerrilha urbana

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A manifestação dos “indignados”, este sábado, em Roma, degenerou em violência.

Cerca de 200 mil pessoas ocuparam as ruas da capital italiana, mas o protesto, que se queria pacífico, terminou em confrontos com a polícia.

Um grupo com cerca de 200 radicais encapuzados, que se infiltrou no protesto, atacou lojas, bancos; incendiou carros e edifícios do ministério da Defesa e arremessou pedras contra a polícia que respondeu com canhões de água e gás lacrimogéneo.

A chegada da polícia de intervenção foi recebida com aplausos por milhares de manifestantes que ainda conseguiram entregar às autoridades alguns encapuzados da organização conhecida por Black Blocs.

A manifestação – que começou pacificamente com a participação de movimentos de cidadãos, estudantes, famílias e representantes de sindicatos – acabou num cenário de guerrilha urbana, que levou os organizadores a cancelar os comícios previstos para o final da tarde.

Entretanto, um dos alvos dos manifestantes, o governador do banco de Itália e futuro governador do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmou compreender a “cólera” dos jovens perante a falta de perspetivas de futuro.