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Algumas dezenas de "indignados" permanecem acampados em Londres e Frankfurt

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Algumas dezenas de "indignados" permanecem acampados em Londres e Frankfurt

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A mobilização foi global mas o número de manifestantes ficou aquém das expectativas. Roma, Madrid e Lisboa foram as cidades que juntaram mais cidadãos “indignados” com a cobiça da alta finança.

Em Frankfurt, por exemplo, a manifestação de sábado juntou cinco mil pessoas, de acordo com a polícia. Uma escassa centena permanece mobilizada em frente à sede do Banco Central Europeu (BCE).

“Nós vamos ficar aqui para que os banqueiros tenham de passar por nós e vejam as nossas caras. Têm de ver que nós estamos aqui para lutar contra os crimes financeiros que eles cometem” – explica um ativista alemão.

A mobilização em Londres também não foi enorme. Alguns milhares de manifestantes tentaram concentrar-se em frente à bolsa da capital britânica mas foram impedidos. O protesto prosseguiu junto à Catedral de St. Paul onde este domingo continuaram acampados algumas dezenas de indignados.

“Estamos preocupados acerca da forma como se faz política. Quem é que na verdade está a ditar as nossas vidas?” – pergunta um manifestante.

O protesto global conseguiu preocupar alguns dirigentes como o presidente do BCE ou o chefe da diplomacia britânica que manifestaram alguma simpatia pelo movimento mas criticaram os atos de violência como os que foram praticados na capital italiana.

Para o presidente da câmara de Roma, 90 por cento dos manifestantes eram pacíficos. Mas cerca de 300 ativistas radicais bastaram para incendiar o protesto.