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Hollande: dos bastidores à ribalta socialista

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Hollande: dos bastidores à ribalta socialista

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É mesmo François Hollande quem vai defrontar Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais dos próximos meses de abril e maio.

O candidato socialista herdou todas as alcunhas possíveis, das mais lisongeadoras às sarcásticas: “amável”, “discreto”, “mole”, “paciente”…

Fraiçois Hollande:

“- Meço a tarefa que me aguarda, e é pesada, tenho de estar à altura das expectativas dos franceses, que ja não suportam a política de Sarkozy”.

Chegou a vez de Hollande e da esquerda que representa. A popularidade do presidente está em baixa mas nada diz que consiga derrubar o verdadeiro animal político que tem como rival.

François Hollande nasceu em 1954 no norte. O pai, médico, movia-se nos meios da extrema-direita.

E a mãe, assistente social, ainda há oito anos brincava com a ambição do filho em chegar a chefe de Estado:

“- Desde pequeno que nos dizia isso. Dizia que, quando fosse grande, seria presidente. E nós ríamos-nos. Não acreditávamos. E ainda hoje nos custa acreditar”.

Sem carisma e sem grandes apoios, construiu bem o futuro, formou-se em direito e Ciências Políticas no ENA, onde encontrou Ségolène Royal.

O casal teve quatro filhos e foi conciliando a vida familiar com a política. Gravitavam nos bastidores do poder de Mitterrand, mas apenas ela teve direito trabalho num ministério.

François, o marido e homem de mão, depois conselheiro, manteve-se próximo mas continuou na sombra.

Foi a ele que Lionel Jospin escolheu, em 1997, para o suceder na direção do partido. E assim se manteve até 2002, com algumas derrotas e sucessos pessoais.

Em 2007, Lionel Juspin retirou-se da política e Hollande acreditou que era chegada a hora. Mas a companheira de muitos anos arrebatou-lhe o estrelato e deu a entender à França socilaista que a segomania era uma marca para vencer.

O casal separou-se oficialmente e Hollande pôde começar a trabalhar pelo próprio futuro político. Em 5 anos percorreu a França, depois protagonizou uma campanha discreta, mas eficaz. Perdeu 10 quilos e tentou aligeitrar a imagem. Copiou alguns dos gestos de Miterrand, frente às câmaras e em março lançou-se:

Hollande, no dia 31 março de 2011:

“- Decidi apresentar a candidatura à eleição presidencial”.

A batalha no Partido Socialista está ganha, a luta pelo coração dos franceses está ainda no início.