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Permuta de prisioneiros palestinianos prevista para terça-feira

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Permuta de prisioneiros palestinianos prevista para terça-feira

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Os primeiros 477 prisioneiros palestinianos que servirão de moeda de troca para o soldado franco israelita Gilad Shalit devem ser libertados esta terça-feira.

A confirmação foi dada por um responsável implicado nas negociações, que decorrem sob a égide do Cairo.

O “Movimento de Resistência Islâmica” Hamas, que controla a Faixa de Gaza, prepara uma receção triunfal.

O Dia D adivinha-se repleto de emoção para centenas de famílias palestinianas, que vão finalmente rever os entes queridos depois de anos de isolamento.

É o caso de Muhammad Tamimi, irmão da palestiniana Ahlam Tamini, acusada de participar num ataque a uma pizzaria de Jerusalém, em 2001: “Claro que estamos contentes por ela ter a liberdade de volta. A família e a aldeia partilham a alegria, mas esta alegria é incompleta porque ela será deportada.”

Esta e outras permutas não escapam à polémica. Para muitos o acordo vai abrir portas ao recrudescimento da violência e a tentativas de insurreição.

Meir Schijveschuurder perdeu os pais e três irmãos no ataque de Jerusalém. Usou do prazo de 48 horas para contestar a libertação junto do Supremo Tribunal: “Esperamos que o Supremo Tribunal pare com esta loucura de trazer de volta às ruas o terror e o medo.”

Parece pouco provável que o Tribunal venha a interromper o processo que já está em marcha.

Ontem começou o reagrupamento, através do deserto de Neguev, dos primeiros 477 presos que serão libertados na primeira fase da operação. Os restantes 550 sairão da cadeia dentro de dois meses.