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Espanha: Líderes internacionais pressionam ETA para colocar um ponto final na violência

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Espanha: Líderes internacionais pressionam ETA para colocar um ponto final na violência

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O fim definitivo da violência, foi este o apelo feito à ETA pelos mediadores internacionais que se reuniram, esta segunda-feira, em San Sebastian, na Conferência Internacional sobre o Terrorismo.

O comunicado final foi lido pelo ex-primeiro-ministro da Irlanda. Bertie Ahern pediu à “ETA que faça uma declaração pública do fim definitivo de todas as ações armadas e que peça conversações com os governos de Espanha e França para debater exclusivamente as consequências do conflito”.

Declarações feitas depois da reunião, à porta fechada, que contou com representantes de partidos bascos, da sociedade civil e personalidades internacionais, entre as quais o antigo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan ou o líder do Sinn Fein, Gerry Adams.

Fora do encontro, mas não da história de 50 anos de conflito armado no País Basco, os familiares das vítimas quiseram recordar “às pessoas que vieram de Inglaterra, África do Sul, França e Alemanha, que não devem conhecer a história recente do país, uma história de terror em que uns matam e outros enterram os corpos”, declarou Consuelo Ordoñes, irmã de uma vítima da ETA.

O governo socialista espanhol, que não participou na conferência, divulgou um comunicado onde reafirma que a ETA tem de “abandonar definitivamente a violência” sem qualquer contrapartida.

A organização terrorista basca não comete nenhum atentado desde agosto de 2009 e anunciou em janeiro deste ano, uma trégua “geral e permanente”.