Última hora

Última hora

UE "fecha a porta" ao presidente da Ucrânia

Em leitura:

UE "fecha a porta" ao presidente da Ucrânia

Tamanho do texto Aa Aa

O presidente da Ucrânia, Vitor Ianukovich, não será recebido dia 20 de outubro, em Bruxelas, pelos presidentes da Comissão, José Manuel Barroso, e do Conselho, Herman von Rompuy. A União Europeia responde, assim, à pena de sete anos de prisão a que foi condenada, na semana passada, a ex-primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko.

“Foi de facto adiado para uma ocasião no futuro, quando estiverem reunidas melhores condições para progredir nas relações bilaterais entre a UE e a Ucrânia”, confirmou a porta-voz da Comissão Europeia, Karolina Kottova.

As partes deveriam analisar um acordo de parceria para criar uma zona de live comércio. Mas Bruxelas considera que Kiev está no caminho errado em termos de respeito pelo estado de direito, perseguindo líderes da opoisção como Tymoshenko.

“Temos de enviar à opinião pública ucraniana uma mensagem muito forte sobre o facto dos padrões relativos aos direitos humanos e às relações entre oposição e poder serem questões decisivas em termos de regime democrático”, afirmou à Euronews o eruopdeputado Paweł Kowal, que preside à delegação do Parlamento Europeu no Comité de Cooperação UE/Ucrânia.

O presidente da Ucrânia reafirmou hoje a vontade de assinar o acordo de parceria. Sobre o caso Tymoshenko, disse numa entrevista à Euronews, em Kiev, que o caso é puramente judicial e não político: “Está em causa uma violação da lei criminal, em que impostos não foram pagos, em que o orçamento ficou a perder com este negócio de importação de gás, que provocou aos consumidores e ao Estado ucranianos graves danos”.

Face ao cancelamento da visita a Bruxelas, o partido do presidente Ianokuvich recusou votar no Parlamento uma emenda ao código penal que poderia levar à libertação de Timoshenko.