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Antevisão da Cimeira Europeia

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Antevisão da Cimeira Europeia

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Os primeiros sinais da crise da moeda única surgiram há dois anos em Atenas.
Os planos de ajuda e austeridade sucederam-se mas e ainda não se vê a luz ao fundo do túnel.
 O director do instituto de pesquisa económica Bruegel defende que apareceram muito poucas medidas concretas, todas demasiado tarde e sempre com muitas hesitações.
 
“Disseram que a Grécia tinha solvência, em seguida que tinha solvência com uma pequena redução da dívida por parte dos bancos e agora dizem que vai demorar um pouco mais. É difícil convencer alguém quando se muda de posição todos os meses, sob a pressão dos mercados.
 
Entrtanto surgiu a mobilização financeira: em Abril de 2010 a Grécia pediu ajuda externa. A zona Euro e o Fundo Monetário Internacional  chegaram a acordo para um primeiro plano de ajuda. Seguiu-se a Irlanda e depois Portugal.
 
 
Em Bruxelas, o debate centrou-se no Fundo de Europeu de Estabilização Financeira. Dotado de 440 mil milhões de euros, deve ser substituido por um mecanismo permanente com 500 mil milhões.
 
 
“440 mil milhões, pode parecer muito mas é preciso retirar o que já foi gasto com Portugal e com a Irlanda. Retirar o que já foi prometido à Grécia. Retirar o que vai ser necessário para recapitalizar os bancos e, assim, restam qualquer coisa como 250 a 300 mil milhões. Para além disso, o Banco Central Europeu já comprou 90 mil milhões de obrigações italianas e espanholas.”
 
 
Os líderes da Zona Euro perceberam  o Fundo não teria capacidade para suportar tudo e decidiram alargar a margem de manobra durante este verão, na mesma altura em que foram obrigados a aprovar o segundo plano de ajuda a Atenas. Mas passaram 3 longos meses até que os 17 parlamentos nacionais aprovassem estas mudanças: é que para fazer alterações é obrigatória unanimidade de todos os membros da zona euro.
 
Mas quem tem suportado verdadeiramente união monetária tem sido o Banco Central Europeu, que deixou de ser apenas um regulador, para ser o principal comprador de dívida soberana dos países em dificuldades.
 
 
A resposta comissão europeia à crise da dívida vai passar também por uma maior regulação do setor financeiro e uma maior disciplina e convergência orçamental.
A Comissão defende ainda que é fundamental que as economias e o emprego voltem a crescer para tentar escapar a uma recessão profunda.