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Atenas a ferro e fogo

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Atenas a ferro e fogo

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A Grécia vive a segunda jornada de greve geral, no dia em que o Parlamento deverá dar luz verde ao novo pacote de austeridade imposto pela “troika”.

A medida pretende evitar a bancarrota do país, mas esbarra na contestação popular, cada vez mais incendiária e violenta.

Esta quarta-feira, o centro de Atenas transformou-se num campo de batalha.

Cansados de tanta austeridade centenas de manifestantes encapuçados atacaram com pedras e “cocktails molotov” as forças da ordem destacadas para proteger o Parlamento.

No interior do edifício aprovaram-se as medidas num primeiro voto “sobre o princípio.” Avizinham-se mais cortes salariais, o desemprego técnico de 30 mil funcionários no setor público até ao final do ano e uma grelha salarial única além do aumento dos impostos e da possibilidade de reduções salariais no setor privado.

Um peso acrescido, vital para reforçar a capacidade de negociação de Atenas na cimeira europeia de domingo.

Nas palavras do ministro grego das Finanças o encontro será a “batalha das batalhas” para definir um rumo para a crise da dívida europeia.