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França e Alemanha não se entendem sobre como resolver a crise do euro

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França e Alemanha não se entendem sobre como resolver a crise do euro

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Esgota-se o tempo para resolver o problema da crise da dívida na zona Euro e os principais atores continuam divididos, longe de encontrar uma solução.

Nicolas Sarkozy apareceu de surpresa na cerimónia de adeus de Jean Claude Trichet do Banco Central Europeu, mas a reunião com Angela Merkel não trouxe qualquer novidade.

A França quer transformar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) num banco suportado pelo BCE, algo que os alemães não querem por receio que se torne num poço sem fundo.

Uma proposta para que o FEEF passe a funcionar como uma espécie de seguro, que garanta 20 a 30% de eventuais perdas, é vista com melhores olhos por Berlim.

Sexta-feira, na reunião dos ministros da zona Euro e domingo, na cimeira de chefes de Estado em torno da crise, a Europa têm as derradeiras hipóteses de resolver os seus problemas sozinha.

Um fracasso, empurra a solução para a Cimeira do G20, no início de novembro, na qual China e Estados Unidos podem assumir a tutela do euro, criando um fundo de ajuda suplementar, sob a égide do FMI.

Perante o cenário de impasse, os mercados europeus negoceiam no vermelho.

Com a crise da dívida soberana a aproximar-se perigosamente do centro da União, os cidadãos inquietam-se, até porque a única coisa em que os senhores da Europa parecem concordar é em criar um novo posto, o do “senhor Euro”, a atribuir ao “invisível” presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy.

Entretanto, a rutura da Grécia parece inevitável, o que será uma “catástrofe”, segundo o ministro alemão das Finanças, Jurgen Stark. As ondas de choque de um “default” grego vão atingir todos os países da zona euro, Alemanha e França incluídos.

O futuro de Portugal, mas também de Espanha e da Itália e do próprio euro, reside muito na capacidade dos líderes de encontrar finalmente uma solução, para que se possa olhar em frente, pelo menos, com um otimismo moderado.