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Depois da euforia, a calma regressa à Líbia

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Depois da euforia, a calma regressa à Líbia

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Os combatentes que tomaram Sirte continuam a celebrar o fim de Kadhafi. A população, como todas as semanas, voltou-se para as preces de sexta-feira.

Nas ruas onde o ditador foi abatido/morreu, em circunstâncias ainda por esclarecer, só as milícias do Conselho Nacional de Transição fazem com que não pareça uma cidade fantasma.

A calma parece ter regressado à Líbia, depois de 8 meses sob a lei das armas.

Para este sábado está prevista a proclamação oficial da libertação do país. Uma cerimónia agendada para Benghazi, berço da revolução que acabou com mais de 40 anos de ditadura.

A forma como Kadhafi foi morto não parece preocupar muito os populares, no mercado de Tripoli, um vendedor declarou que se o ditador tivesse sido “apanhado vivo e enforcado como Saddam, outro viria ocupar o seu lugar. Mas como foi abatido como um cão, o dia foi de glória”.

Em Tripoli, como por toda a Líbia, as celebrações pela morte de Kadhafi prolongaram-se até altas horas da madrugada.

Agora começa o tempo da reconstrução, da negociação entre as diversas tribos para implementar uma democracia que seja sólida e abra verdadeiramente uma nova era na Líbia.