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Divisões profundas nas vésperas da cimeira da UE

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Divisões profundas nas vésperas da cimeira da UE

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A União Europeia está de acordo que são precisos cerca de 100 mil milhões de euros para recapitalizar o sistema bancário europeu, mas permanecem profundas divisões, antes da cimeira de domingo.

Fontes da coligação governamental alemã disseram que não haveria uma decisão sobre o aumento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira no encontro de líderes da União Europeia deste fim-de-semana.

“Temos de reconhecer que os bancos se expuseram, de certa forma, à dívida soberana e com esta dívida soberana há, de certa forma, risco zero associado, o que significa que não há capital imposto para deter esta dívida soberana e é uma espécie de jogo entre os governos e a indústria bancária. Portanto, a solução tem de sair de um acordo entre a indústria bancária e os governos”, explica Rym Ayadi do Centro para o Estudo de Políticas Europeias.

Aos bancos vai ser pedido para utilizarem, em primeiro lugar, o capital dos acionistas. Se falhar, os governos nacionais serão chamados a ajudar. Só em último recurso se recorrerá ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

“Há várias maneiras de os bancos serem recapitalizados, quer seja dinheiro público, como o fundo europeu e dinheiro doméstico, ou capital privado. Potanto, se é dinheiro público, então, os líderes devem exigir que o dinheiro público entre sob a condição de não reduzir os empréstimos à economia real”, diz Thierry Philipponnat, secretário-geral da Finance Watch.

As dificuldades em alcançar um acordo global sobre a crise da dívida na zona euro são tais que já foi marcada uma nova cimeira para a próxima semana.