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Líbia: As reações dos protagonistas da operação militar

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Líbia: As reações dos protagonistas da operação militar

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França, Reino Unido e NATO: os protagonistas da operação militar que ajudou a derrubar o regime de Kadhafi congratulam-se com o fim de uma era.

Sete meses após o lançamento da ofensiva aérea, as reações apontam para uma missão cumprida.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apelou à reconciliação: “Nunca devemos ficar felizes com a morte de um homem, independentemente do que ele tenha feito. Mas a ameça que constituía Kadhafi e o grupo de mercenários que estava com ele era uma ameaça real para o futuro da Líbia. Agora é preciso virar a página para o futuro, tendo em mente o perdão e a reconciliação.”

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, declarou: “A NATO e os seus parceiros cumpriram com sucesso o mandato para proteger o povo líbio. Vamos terminar a nossa missão em coordenação com as Nações Unidas e o Conselho Nacional de Transição e esse momento está agora mais próximo.”

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, promete continuar a trabalhar com os líbios: “As pessoas na Líbia têm uma oportunidade ainda maior, com esta notícia, de construir um futuro forte e democrático. Estou orgulhoso do papel que o Reino Unido teve ao ajudá-los a conquistarem isso e presto homenagem à coragem dos líbios que ajudaram a libertar o seu próprio país. Vamos ajudá-los, vamos trabalhar com eles. É isso que posso dizer hoje.”

Líbia enfrenta recuperação lenta

A Líbia enfrenta uma recuperação lenta após a morte de Muammar Kadhafi. As reservas de petróleo, as maiores em África, são um recurso essencial para a recuperação do país, mas o regresso aos níveis pré-guerra prevê-se lento e complicado.

De acordo com o FMI, o petróleo foi responsável por mais de 95% das receitas de exportação e por 75% das receitas do Governo em 2010.