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Tunísia: Movimento Ennahda apontado como vencedor das eleições

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Tunísia: Movimento Ennahda apontado como vencedor das eleições

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O uso do véu deixou de ser considerado como um símbolo absoluto para pertencer ao partido islâmico Ennahdha, como acontecia na década de oitenta, do século passado.

Para estas jovens, a simpatia pelo Ennahdha, ou Renascimento, advém do ativismo demonstrado pelo líder do partido, Rached Ghannuchi, durante o reinado de Habib Bourguiba e durante a ditadura do presidente Zine el Abedine Ben Ali, deposto a 14 de janeiro.

“Muitos apelidam o Ennahdha de movimento extremista. Se fosse esse o caso, teria reagido de modo violento quando os seus militantes foram perseguidos e torturados… Na era Ben Ali, tentámos aderir às teses modernistas que não levaram a nada de concreto,” afirma uma militante do movimento.

Proibido durante o período de Ben Ali, o movimento Ennahdha é apontado como favorito nestas eleições.

O partido despontou de um grupo de movimentos salafistas daí existirem receios que o Ennahda enverede por políticas mais extremistas.

Para os analistas, conseguir desligar-se das crenças mais radicais, é o principal desafio do partido de Ghannuchi.

O analista Slaheddine Jourchi considera que “o movimento Ennahdha enfrenta um teste real, porque os tunisinos esperam dele uma mudança profunda, em concordância com o que se está a passar agora no país. A verdadeira prova será o exercício do poder. O Ennahdha é levado a deixar o estatuto de oposição e agarrar o estatuto de governante e pode ser que no futuro seja ele a governar o país. “

“Os tunisianos identificam-se com a sua herança islâmica, longe de questões políticas. Só que os movimentos islâmicos, na opinião dos analistas, têm sido incentivados a aderir aos valores democráticos, de modo a conciliar a religião com a política “