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Tunísia: Eleições com grande participação

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Tunísia: Eleições com grande participação

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A Tunísia vai hoje às urnas para eleger uma Assembleia Constituinte. Estas são as primeiras eleições livres e por método proporcional, após a revolta popular que derrubou o regime do antigo presidente Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro.

A afluência às urnas tem sido grande. O primeiro-ministro interino Benji Caid Essebsi, já votou.

Quem também já exerceu o direito de voto foi Rached Ghannouchi, líder o partido islâmico moderado Ennahda, apontado como favorito para vencer as eleições.

À saída da assembleia de voto Ghannouchi foi vaiado por alguns populares, que gritavam para que voltasse para Londres, onde esteve 22 anos no exílio.

São muitos os receios que o Ennahda institua no país, caso ganhe, os valores muçulmanos na sociedade.

O Partido Democrático Progressista de Najib Chebbi ameaça a hegemonia do Ennahda. O PDP defende a proteção dos valores seculares tunisinos.

Segundo algumas sondagens, poderá ser chamado a formar governo em coligação com o partido de Ghannouchi.

A afluência às urnas é grande. Este eleitor afirma que “depois de mais de quatro ou cinco décadas, chegou a hora de servir o país, que tem sofrido muito. “

Para que o escrutínio decorra sem problemas, mais de 40 mil polícias e militares foram mobilizados e cerca de 13 mil e quinhentos observadores tunisinos e internacionais estão a acompanhar as eleições.

“Segundo as últimas pesquisas a afluência dos eleitores na Tunísia não tem precedentes. Os tunisinos acreditam que esta operação será bem-sucedida, e que vão criar realmente a Segunda República, apesar dos temores que cercam muitas questões por resolver”