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Voto histórico na Tunísia

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Voto histórico na Tunísia

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Mais de sete milhões de tunisinos são chamados às urnas para as primeiras eleições livres do país.

Dez meses após o levantamento popular que culminou com a queda do presidente Ben Ali, o escrutínio é também um teste à transição democrática prometida pelas revoltas da Primavera Árabe.

Os tunisinos escolhem hoje uma assembleia constituinte que deverá redigir uma Constituição e designar um executivo que governará até às próximas eleições gerais.

Os eleitores não escondem a emoção: “Estou muito feliz, muito emocionada. Já não acreditávamos que um dia pudéssemos votar na Tunísia”, exclama uma jovem.

O favorito na corrida eleitoral é o partido islamista

Ennahda, proibido nos tempos de Ben Ali. A formação assume-se como próxima do AKP turco

e promete respeitar o estatuto da mulher, o mais avançado no mundo árabe.

Cerca de 13500 observadores locais e internacionais foram mobilizados para acompanhar o voto.