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Grandes potências da UE medem forças sobre saída para a crise

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Grandes potências da UE medem forças sobre saída para a crise

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Nas semanas que antecederam a cimeira dos chefes de estado e de governo da União Europeia, no dia 23, a expressão “maior integração económica” dominava muitos dos dicursos com propostas para a saída da crise. Mas o chamado eixo franco-alemão, considerado o motor económico e político da União, está a ter sérias dificuldades em chegar a um acordo sobre como reforçar o fundo de resgate aos países altamente endividados.

Paris e Berlim parecem entenderem-se melhor sobre a necessidade da pressionar outro grande país europeu: a Itália, cuja dívida está na mira dos mercados. Pediram a Roma que apresente maiores reformas de consolidação orçamental na cimeira de dia 26.

Outra frente de embate envolveu França e Reino Unido. O presidente francês disse ao primeiro-ministro britânico par não dar tantos palpites sobre o euro, mas o chefe de Governo britânico exigiu que os 17 países da Zona Euro oiçam mais os outros 10 países que não usam a moeda única. Integração parece ser um conceito com diversas interpretações.

“Há muitas pessoas que dizem: “precisamos de maior integração neste momento”. Mas o que querem realmente dizer é que querem maior controlo. Integração costumava ser algo simétrico: todos cediam um pouco de soberania mas todos participavam na tomada conjunta de decisões. Esse não é o caso agora: atualmente os credores como Alemanha, Finlândia, Holanda querem ditar as condições aos outros. Isso não é uma verdadeira integração”, disse à Euronews o analista Daniel Gros.

O chamado fantasma da Europa a duas velocidades parece atormentar de novo a UE, como refere o correspodente da Euronews, Andrei Beketov: “Esta cimeira em duas partes começou por procurar formas de financiar o resgate da relativamente pequena economia grega. Mas no final terá de apaziguar as cada vez mais difíceis relações entre os grandes países da União”.

sot Daniel Gros

“Muita gente diz: precisamos de maior integração neste momento. Mas oque está subentendido é que querem mais controlo. Integração costuma ser algo simetrico: todos cediam um pouco de soberania e em troca todos participavam nas decisoes conjuntas. Esse ja nao é o caso: agora os paises credores como Alemanha, Finlandia, Holanda querem ditar as outros as condiçoes. Isso não é uma verdadeira integração.”

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“Esta cimeira em duas partes começou por querer encontrar dinheiro para resgatar a relativamente pequena economia da Grecia. Mas no fim vai ter de encontrar forma de pacificar as relaçoes extremadas entre os maiores memebros da Uniao”.