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Itália pondera aumentar idade da reforma

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Itália pondera aumentar idade da reforma

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A pressão do eixo franco-alemão sobre Itália já está a surtir efeito.

O chefe de governo convocou um conselho de ministros extraordinário, um dia depois dos parceiros europeus terem criticado o défice e o endividamento público do país.

O primeiro-ministro italiano admite, agora, aumentar a idade da reforma para os 67 anos, mas não só.

Silvio Berlusconi diz que é possível conseguir um orçamento de Estado equilibrado em 2013, altura a partir da qual a dívida poderá começar a ser reduzida. O chefe de governo transalpino refere que os cortes podem começar mais cedo se, por exemplo, for colocado à venda património público do estado.

A França e Alemanha pedem a Itália a adoção de reformas estruturais no mercado de trabalho e nas pensões de reforma para travar a crise da dívida na zona euro.

O próximo encontro de líderes europeus está agendado para quarta-feira. Dia em que se esperam decisões finais sobre a recapitalização da banca e o eventual aumento da capacidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

O Reino Unido não aderiu à moeda única, mas o primeiro-ministro britânico já fez saber que quer marcar presença na cimeira. Uma posição que os analistas justificam com os receios de David Cameron, de que o encontro sirva para reforçar as economias do eixo franco-alemão em detrimento do Reino Unido.