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Relator da ONU defende que acesso à internet é um direito humano

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Relator da ONU defende que acesso à internet é um direito humano

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Para os revolucionários da Primavera Árabe, a internet foi crucial para mobilizar a opinião pública contra as ditaduras. No relatório que apresentou a 20 de Outubro, na assembleia-geral da ONU, o relator especial Frank La Rue defende que a Internet é um meio para promover os direitos humanos.

“Muitas pessoas falaram de uma revolução pela internet, mas isso não é verdade, é uma revolução pelos povos da Tunísia, Egito e outras nações. Mas a internet tornou-se um instrumento importante para o exercício não apenas do acesso à informação, mas também da liberdade de expressão no sentido de expressão política ou de crítica. E ainda no sentido de participação dos cidadãos, do direito à liberdade de associação, assembleia e mobilização pacífica”, disse à correspondente da Euronews, Isabel Marques da Silva.

Usada atualmente por dois mil milhões de pessoas em todo o mundo, a internet deve ser acessível aos mais desfavorecidos. Frank La Rue propõe no seu relatório incluir esse ponto nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.

“A internet não deve ser apenas para o benefício de uma elite tecnológica. Deve pode aceder-se facilmente à internet. Por um lado, em termos de conteúdo: com diversidade, sem limitações ou censura. Mas também em termos de infraestrutura: provedores de serviços de internet, serviços técnicos e equipamento em geral. Penso que esta é uma responsabilidade de todos os estados”.