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Iulia Timoshenko entre Bruxelas e Kiev

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Iulia Timoshenko entre Bruxelas e Kiev

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O caso Timoshenko continua a toldar as relações entre a União Europeia e a Ucrânia.

O Parlamento Europeu deverá votar esta quinta-feira uma resolução contra a sentença proferida pelo tribunal ucraniano, que condena a ex-primeira-ministra a sete anos de prisão, por causa dos acordos sobre o gás feitos com a Rússia.

O advogado de defesa diz que “até a União Europeia reconhece que este é um caso de motivações políticas, com vista a criminalizar decisões políticas da primeira-ministra sa Ucrânia”. “Não temos esperança no tribunal de segunda instância”, conclui.

A defesa apresentou recurso mas, entretanto, surgiu um novo processo. Timoshenko é acusada de desvio de 405 mil dólares de fundos públicos.

Viktor Shvets, um deputado do partido de Iulia Timoshenko, diz que “ao mesmo tempo que a Ucrânia aparenta estar a dar passos para se aproximar da União Europeia, há decisões a serem tomadas com vista a integrar o país na união aduaneira, ou seja na comunidade económica euroasiática”.

As negociações entre Bruxelas e Kiev tardam em avançar porque o governo ucraniano não parece disposto a adotar os standards europeus em muitas áreas, desde a regras de competitividade às questões de justiça.

O embaixador europeu na Ucrânia, Pinto Teixeira, considera o caso da ex-primeira-ministra emblemático da atitude ucraniana:

“Não queremos permaturamente expressar opinião sobre estes casos. Quanto ao contexto, quanto à avalanche de novos casos que se apresentam, efetivamente é preocupante e pode demonstrar que não são tidas em consideração as preocupações que foram expressas pela União Europeia nesse sentido”.

“As negociações sobre o acordo de associação continuam, apesar dos últimos acontecimentos no caso Timoshenko. Mas há algumas dúvidas sobre a vontade do presidente Yanukovich e do seu governo de se aproximar da União Europeia”.