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China disponível para ajudar UE a salvar o euro

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China disponível para ajudar UE a salvar o euro

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A China saudou o consenso alcançado na cimeira da União Europeia (UE) para enfrentar a crise do euro. Uma posição que levará à reunião do G20 e que tinha sido confirmada à Euronews pela diplomacia chinesa, há duas semanas.

Durante uma visita a Bruxelas para preparar a cimeira UE/China – entretanto adiada devido à segunda reunião de líderes da UE -, a vice-ministra Fu Ying explicou a estratégia de Pequim.

“A China tem mantido os seus esforços, incluindo o aumento de importações da Europa – as importações estão a crescer com quase todos os países europeus -, e ainda com investimento dirigido à Europa e com a contínua aquisiação de dívida europeia. Nunca reduzimos a dívida soberana europeia adquirida”, disse a número dois do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

A China tem o maior portefólio de dívida soberana a nível mundial, ascendendo a mais de três biliões de dólares. De acordo com peritos europeus, apenas um terço dos títulos de obrigações são europeus, nomeadamente da Grécia, Portugal e Espanha.

O analista David Fouquet refere a necessidade chinesa de diversificar o investimento: “A China investiu fortemente na dívida soberana dos Estados Unidos, tem sobretudo investimentos nos títulos do tesouro norte-americano e quer diversificar. Está assustada com o que pode significar a supremacia do dólar neste período instável”.

Na sexta-feira, dia 28, o director do Fundo Europeu de Estabilizaçao Financeira, Klaus Regling, vai encontrar-se com potenciais investidores chineses, em Pequim, depois dos líderes europeus terem decidido otimizar o fundo para um bilião de euros.