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PE aprova relatório para combate a organizaões mafiosas

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PE aprova relatório para combate a organizaões mafiosas

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Considerando apenas os crimes cometidos em Itália, organizações de tipo mafioso auferem receitas na ordem dos 135 mil milhões de euros. Alguns dos negócios de fachada chegam mesmo a receber fundos comunitários. Uma diretiva da Comissão Europeia é vital para combater o fenómeno, explicou um deputado italiano convidado pelo Parlamento Europeu.

“Penso que é extremamente importante que todos os países da União Europeia estejam conscientes da necessidade de uma linha de ataque comum ao nível de legislação penal contra organizações mafiosas e branqueamento de capitais. Sem ela, haverá sempre o risco de um problema que nasce num estado-membro poder contagiar todos os estados-membros”, referiu à Euronews Antonio Di Pietro, que também trabalhou no minitério público italiano e na operação anti-corrupão “Mani Pulite”.

O Parlamento Europeu aprovou um relatório da eurodeputada Sonia Alfano com recomendações para rastrear a utilização criminosa de fundos públicos. Legislação que seguiria o exemplo italiano, com leis que datam de há três décadas.

“Entregámos hoje à Comissão Europeia um relatório que apresenta um pacote de medidas: para o reconhecimento do crime de associação mafiosa, para confiscar bens da máfia e redirecioná-los para fins sociais, para criar um comité parlamentar anti-máfia, de carácter temporário”, disse a eurodeputada italiana, filha de um jornalista assassinado pela máfia, na Sicília, em 1993.

O comité deverá estar no terreno dentro de três meses. Terá depois meio ano para investigar organizações criminosas transfronteiriças e vários tipo, incluindo mafias. Além do rastreio da utilização de fundos, deve analisar a infiltração destes agentes criminosos no setor público.