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Pena máxima para símbolo da repressão argentina

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Pena máxima para símbolo da repressão argentina

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O argentino Alfredo Astiz, também conhecido como o “anjo loiro da morte” foi condenado a prisão perpétua por crimes contra a humanidade.

Crimes cometidos na antiga Escola de Mecânica da Armada, o maior centro clandestino de detenção da ditadura argentina entre 1976 e 1983.

A justiça condenou, ainda, mais 15 antigos militares, a maioria a pena de prisão perpétua.

Uma decisão aplaudida pelos grupos de defesa dos direitos humanos:

“Isto é justiça, a justiça de um tribunal e não feita pelas próprias mãos. É uma alegria, uma mistura de sentimentos porque mais de 30 mil pessoas desapareceram” afirma Tati Almeida, das Mães da Praça de Maio.

O “anjo loiro da morte” – assim designado devido ao aspeto angelical – infiltrou-se no grupo

Mães da Praça de Maio que lutavam por saber o paradeiro de filhos desaparecidos e sequestrou as fundadoras. Um crime pelo qual foi condenado à revelia em 1990.

O antigo oficial da marinha é considerado um dos principais responsáveis pelo desaparecimento de cerca de cinco mil opositores, que depois de torturados eram lançados de avião no rio da Prata.