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Tunísia: Recolher obrigatório no berço da revolução

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Tunísia: Recolher obrigatório no berço da revolução

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As cicatrizes duma noite de violência eram bem visíveis esta sexta-feira em Sidi Bouzid.

A cidade-berço da revolução na Tunísia sente-se marginalizada pelo novo regime.

A chama da revolta continua presente nas ruas, porque como dizia um habitante: “Fomos nós que lhes demos a honra e a liberdade, em todo lado. E eles fazem-nos isto. Eles gostam de espalhar o sangue, mas nós somos um povo forte, aqui, em Sidi Bouzid”.

O recolher obrigatório imposto pelo governo da capital trouxe, esta noite, uma calma aparente à cidade de onde partiu a revolução do jasmim.

Sidi Bouzid continua sem saber o que Tunis vai fazer para resolver os problemas de pobreza e miséria que conduziram à queda de Ben Ali e lançaram a primavera árabe.

Na bacia do mediterrâneo, caíram os líderes, mas os regimes perduram, sentem hoje aqueles que lutaram por um futuro melhor.