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UNESCO aprova adesão da Palestina

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UNESCO aprova adesão da Palestina

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A UNESCO admitiu a Palestina como membro de pleno direito. A decisão teve o voto favorável de 107 países, 14 votaram contra e 57 abstiveram-se, foi o caso de Portugal. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura foi a primeira agência da ONU a conceder à Autoridade Palestiniana o estatuto de membro de pleno direito.

O embaixador americano na UNESCO, David Killion, opôs-se à decisão e repetiu o princípio defendido por Washington: “O único caminho para um estado palestiniano passa por negociações diretas” e classificou a decisão de “contraproducente”.

As partes interessadas tiveram reações opostas. O embaixador israelita, Nimrod Barkan, lamenta que “a organização da ciência tenha optado por adotar uma resolução que não passa de ficção científica. Infelizmente não há um estado palestiniano, por isso ninguém deveria ter sido admitido” – sublinhou.

O representante palestiniano, Riyad al-Maliki, considera que se trata de “uma grande vitória, um momento histórico na vida do povo palestiniano. Os palestinianos esperavam este momento há mais de 60 anos” – concluiu.

África do Sul, Brasil, China, França, Índia e Rússia, foram alguns dos países que votaram a favor da adesão da Palestina. Washington anunciou entretanto o fim das contribuições financeiras à UNESCO.