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Poucos dias depois da vitória dos islamitas moderados do Ennahda nas primeiras eleições democráticas na Tunísia, a população analisa os resultados das eleições.

“- É a primeira vez que vemos uma coisa assim: pude votar pelo partido que quero”, diz um cidadão.

“Preocupa-me o que possa acontecer a nível da educação, da liberdade das mulheres, do trabalho…tudo”, opina uma tunisina.

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, esteve na Tunísia com os líderes dos principais partidos políticos do país, entre eles o número dois do Ennahda, Jebali Hamadi.

Detido no tempo de Ben Ali, Hamadi tem sido apontado como futuro primeiro-ministro.

A liberdade de eleição e o respeito das minorias são conceitos chave da mensagem que quer enviar a Europa.

Jebali Hamadi:

“- O Estado deve ser um Estado dos cidadãos, com respeito pelos direitos dos cidadãos, independentemente da filiação política ou religiosa. Tem de ser um Estado que garanta as liberdades individuais e coletivas, um Estado estruturado em instituições independentes.”

O embaixador da União Europeia na Tunísia constatou as profundas mudanças na paisagem política tunisina.

Adrianus Koetsenruijer:

“- A principal diferença agora é que se trata de um país livre, e essa é a realidade que vi nos últimos nove meses. Pudemos falar com mais pessoas do que nunca, com associações e líderes políticos. É um novo fluxo de liberdade nas nossas relações, também para os europeus”.

Para o presidente do Parlamento Europeu, que felicitou todos os partidos pelo compromisso democrático, o Ennahda pode ser um modelo de democracia islâmica idêntico, de certo modo, ao da democracia cristã euroepeia.

É de opinião que uma nova era de cooperação entre a Tunísia e a União Europeia começou:

Presidente Jerzy Buzek:

“- Na União Europeia precisamos de histórias que funcionem. A Tunísia pode ser perfeitamente um exemplo de que a nossa cooperação com os países árabes contribu para i excelentes resultados em curto prazo”.

O país vai ser dirigido por uma coligação do Ennahda (o mais votado), dos partidos laicos, de esquerda e nacionalistas.

Os tunisinos acreditam que, a partir de agora, vão poder julgar os políticos pelos seus atos:

“- Enquanto pudermos continuar a poder refletir e a eleger os nossos representantes, está tudo bem. Não temos problemas com o aumento do poder islamista. Enquanto forem moderados, passa.”

“- Eu tenho esperança, não tenho medo! Acho que vai correr tudo bem. A Tunísia vai continuar a ser um país mediterrâneo bem aberto, embora ache que precisamos que a nossa identidade se torne soberana, que tenhamos uma identidade. Mas acho que ela vai ser forjada, pouco a pouco.”

Sejam quais forem as preocupações da Europa, os resultados das eleições alimentam um debate completamente inédito na Tunísia. Orgulhosa da revolução que protagonizou, a população está determinada a não deixar que ninguém defraude as expectativas.

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