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Dirigível dos tempos modernos

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Dirigível dos tempos modernos

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O primeiro engenho capaz de voar, e que está documentado na história da humanidade foi construido em Portugal, em 1709, por Bartolomeu de Gusmão: um balão de ar quente.

Agora os portugueses voltam a dar cartas na inovação aérea. No Porto foi construído um protótipo de um novo dirigível, concebido para missões de socorro em cenários de catástrofes naturais e ajuda humanitária.

Um dos reponsáveis do projeto, Cassiano Rodrigues, diz que “numa situação de catástrofe, este dirigível pode ir a todo o lado porque não precisa de qualquer infraestrutura de suporte.”

O Gaya, nome com que foi batizado pela empresa Nortávia, tem a capacidade de descolar e aterrar verticalmente. Utiliza hélio, um gás inerte, não pressurizado e por isso não inflamável nem explosivo, armazenado em compartimentos independentes. O que dá ao dirigível altos níveis de segurança e uma autonomia que pode chegar a semanas de utilização.

O Gaya está a ser desenvolvido também a pensar no transporte de pessoas.

O engenheiro da empresa portuguesa lembra que “é uma boa máquina para ser usada tanto na vigilância como no turismo: imagine-se o dirigível a sobrevoar parques naturais, podendo as pessoas ter contacto directo com o meio envolvente.”

Os investigadores querem que este dirigível seja o mais ecológico possível: concilia a energia solar com o biocombustível e é propulsionado por motores elétricos de baixo consumo.

O Gaya já voou na Alfândega do Porto na semana passada e vai ser apresentado ao mundo, em Dezembro, em Seattle nos Estados Unidos.