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Referendo divide os gregos

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Referendo divide os gregos

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Os gregos estão divididos sobre a questão do referendo ao plano de resgate da economia aprovado entre o governo grego e os líderes europeus.

Se a ideia de deixar o povo decidir é positiva, ela peca por tardia, para muitos cidadãos, que se debatem há quase dois anos com uma situação insutentável.

“Nunca foram tomadas decisões tão trágicas. Esta gente não tem ideia do que está a fazer. Estão ultrapassados. Quanto mais depressa as coisas avançarem, mais rapidamente a Grécia será salva”, afirma um cidadão grego.

Outro diz concordar com o referendo: “Penso que Papandreou tomou a decisão certa. Durante meses sofreu a pressão da União Europeia e todos têm que assumir responsabilidades.”

Mas há quem receie o pior: “Isto vai mostrar o quanto a decisão é perigosa e o quanto os gregos vão ter que trabalhar para reduzirem a dívida”.

Enquanto os cidadãos levantam todas as dúvidas possíveis, o primeiro-ministro, George Papandreou, vai ter que explicar aos líderes europeus o porquê da decisâo de referendar o plano já aprovado, numa altura em o governo anúncia que o referendo poderá ocorrer já no próximo mês de Dezembro.