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Berlusconi chega ao G20 sem medidas concretas

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Berlusconi chega ao G20 sem medidas concretas

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É um Silvio Berlusconi cada vez mais fragilizado que participa no G20. O primeiro-ministro italiano chega a Cannes sem um pacote de reformas concretas no bolso. O conselho de ministros extraordinário de ontem à noite, em Roma, limitou-se a adotar algumas medidas anti-crise. O plano não foi detalhado quanto à prometida alienação de ativos públicos ou à reforma do mercado de trabalho.

Além da pressão dos parceiros europeus, Berlusconi enfrenta uma multiplicação de apelos à demissão a nível interno.

Antes da reunião extraordinária, o vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, destacava a importância de se chegar ao G20 “com um decreto-lei que mostre que a Itália está disposta a implementar as decisões anunciadas”.

Para a oposição, é um Berlusconi cada vez menos credível que representa a Itália. O descontentamento geral é resumido pelo líder do partido do centro UDC, Pierferdinando Casini, que considera que “os italianos se arriscam a pagar pela teimosia de Berlusconi em continuar no Palácio Chigi.”

A oposição propõe um governo transitório para travar o efeito de contágio da crise à Itália. O presidente italiano, Giorgio Napolitano, já falou na possibilidade de uma “nova perspetiva”, sinal de que não ficou indiferente à proposta.

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