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Grécia: Como referendar o caos?

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Grécia: Como referendar o caos?

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“A manutenção da Grécia na zona euro é uma conquista histórica e não pode depender apenas de um referendo”. Com esta declaração, o ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, dá o tom sobre o caos político provocado pela decisão do primeiro-ministro.

A presença de George Papandreou em Cannes, na véspera da cimeira do G20, acabou por não responder à questão que todos se colocam: qual é a pergunta a que os gregos vão ter que responder?

O chefe do governo limitou-se a dizer que o referendo é um direito democrático e que o povo grego é suficientemente maduro para tomar uma decisão benéfica para os gregos e para o país. “Uma decisão positiva para os gregos é também uma decisão positiva para a Europa”, acrescentou.

O que quer que seja que o governo pergunte ao eleitorado, a decisão do referendo já provocou uma onda de choque de resultados imprevisíveis. O governo e a maioria parlamentar estão mais divididos do que nunca; a oposição diz que Papandreou está a chantagear o povo e que o referendo é de alto risco.