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Gregos perdidos no caos político e financeiro

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Gregos perdidos no caos político e financeiro

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É com enorme apreensão que os gregos assistem ao desenrolar do folhetim político em torno do referendo.

Está em jogo o futuro do país e muitos cidadãos questionam-se sobre as consequências de uma manobra tão arriscada:

“Penso que o senhor Papandreou não deveria ter dito o que disse. Não sei como é que ele vai ser capaz de conduzir as coisas de forma a satisfazer os nossos parceiros que estão a emprestar-nos dinheiro. Porque nós não temos dinheiro, temos que recebê-lo dos outros e temos que submeter-nos aos que nos dão os fundos”.

“Não quer dizer que se dissermos não no referendo, tenhamos de volta os salários que perdemos. Teremos de volta os nossos direitos? Que diferença faz se há ou não referendo? Penso que o melhor seria fazer eleições”.

Mas há quem pense que a saída do euro pode ser mais benéfica. Os saudosistas do dracma erigiram mesmo uma espécie de monumento à antiga moeda grega.

Muitos, como esta cidadã, pensam que não muda nada: “temos um problema com as nossas finanças e com a dívida. Ainda que o dracma volte, o problema persiste”.

Mas antes da decisão dos cidadãos, o primeiro-ministro vai ter que enfrentar um voto de confiança no parlamento. Com a debandada dos deputados do PASOK, é bem possível que o governo caia antes de ouvir o veredito das urnas.