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Israel corta fundos à UNESCO

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Israel corta fundos à UNESCO

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Israel confirmou que vai cortar o financiamento da UNESCO, em resposta à decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura de admitir a Palestina como membro de pleno direito. O Estado hebraico deixa de mandar os dois milhões de dólares que mandava anualmente para a UNESCO.

“A parte do orçamento que antes estava destinada à UNESCO vai agora para projetos no Médio Oriente destinados a encorajar a cooperação na ciência, na cultura e na educação. Estes projetos vão promover a paz e não miná-la, como fez a recente decisão da UNESCO”, diz Mark Regev, porta-voz do governo israelita.

Israel segue o exemplo dos Estados Unidos, que cortaram os fundos para a UNESCO imediatamente depois da decisão de admitir a Palestina.

Para os palestinianos, trata-se de pura chantagem: “Nunca nos sentimos responsáveis por esta chantagem dos Estados Unidos de cortar os fundos a estas agências. Não podemos arcar com as culpas, os Estados unidos sim, são culpados”, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestiniana, Riyad al-Maliki.

Se o financiamento dos Estados Unidos representa mais de um quinto dos fundos da Unesco, Israel decidiu usar outras armas contra este reconhecimento da Palestina, ao acelerar a construção de colonatos em Jerusalém-leste e na Cisjordânia, além de congelar as transferências de dinheiro para a Autoridade Palestiniana.