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Papandreou por um fio

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Papandreou por um fio

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Esta noite, joga-se o tudo ou nada para o governo grego de George Papandreou. O governo vai submeter-se a uma moção de confiança que pode vir a ditar eleições antecipadas ou a formação de uma grande coligação entre os socialistas de Papandreou e a oposição de Antonis Samaras.

Isto depois de ter voltado atrás com a ideia de submeter o plano de ajuda financeira a um referendo, o que semeou o pânico nos mercados internacionais e chegou a pôr em dúvida a continuação da Grécia na Zona Euro.

No G20, em Cannes, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, mostrou-se favorável à formação de um governo de unidade nacional: “Respeitamos a democracia grega e o direito dos gregos a decidir sobre o futuro. Ao mesmo tempo, precisamos que a Grécia demonstre um compromisso com as decisões que aceitou. A unidade nacional é a chave. É preciso um empenho das principais forças políticas para resolver as atuais dificuldades”.

Nas ruas de Atenas, as pessoas apontam o dedo à classe política pela situação a que chegou o país.

Papandreou foi obrigado a voltar atrás com a ideia do referendo na quinta-feira, depois de várias vozes no seio do próprio Partido Socialista se terem mostrado contra. Nos corredores políticos, crescem os rumores da formação de um governo de coligação. O nome do ex-vice-presidente do Banco Central Europeu Lucas Papademos foi falado para chefiar um executivo de transição.

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