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Agudização das crises grega e italiana manieta Eurogrupo

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Agudização das crises grega e italiana manieta Eurogrupo

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A agenda dos ministros das Finanças dos 17 países que usam a moeda única centra-se, hoje, em Bruxelas, sobre três tópicos considerados cruciais para acalmar os mercados e renovar a confiança na capacidade política e económica da União Europeia. O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, admite que o trabalho técnico em curso é complexo, sobretudo com a agudização das crises na Grécia e na Itália.

“Vamos falar sobre a Grécia e também sobre a Itália e vamos tentar finalizar os pormenores acerca da optimização do fundo de resgate europeu, que é um processo legislativo altamente complexo. Penso que hoje não tomaremos decisões finais”, previu Juncker.

Apesar do turbilhão político em Atenas, onde se define o elenco do governo de unidade nacional que conduzirá a Grécia ate às eleições antecipadas de fevereiro próximo, o ministro das Finanças grego trouxe uma mensagem de compromisso para os homólogos.

“Depois de uma semana difícil, temos agora na Grécia uma situação política diferente, uma nova conjuntura. Temos um governo de unidade nacional e de responsabilidade nacional. É a prova do nosso espírito de compromisso e da capacidade nacional para implementar o programa e reconstruir o país”, afirmou Evangelos Venizelos.

A correspondente da euronews Fariba Mavaddat realça que a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro é altamente condicionada pelas crises internas de países-membros. “Mas ao contário das expectativas iniciais e face ao desenrolar dos acontecimentos na Itália e na Grécia, é pouco provável que no final do dia haja uma decisão consensual que permita implementar o acordo obtido na cimeira dos chefes de estado e de governo da União”, acrescentou.